sábado, 7 de março de 2026
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Bolsa Brasileira Registra Alta e Chega a 177 Mil Pontos Enquanto Dólar Cai

O bom humor do mercado externo e dados econômicos dos EUA impulsionam o índice

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Bolsa Brasileira Registra Alta e Chega a 177 Mil Pontos Enquanto Dólar Cai
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP – A Bolsa de Valores do Brasil apresenta uma forte alta nesta quinta-feira (22), seguindo a tendência do dia anterior e sendo influenciada por notícias sobre a potencial aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump anunciou que está próximo de um acordo sobre a ilha ártica e decidiu suspender a implementação de tarifas contra oito países europeus. Além disso, analistas comentam sobre os recentes dados de inflação e atividade econômica dos EUA.

Por volta das 12h54, o Ibovespa subia 3,05%, alcançando 177.084 pontos, a caminho de estabelecer um novo recorde histórico pelo quarto dia consecutivo. Durante a sessão, o índice atingiu a marca de 177.741 pontos. Na quarta-feira, o Ibovespa quebrou barreiras importantes, superando pela primeira vez os 167 mil, 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos.

Em contrapartida, o dólar apresentava uma queda de 0,38%, sendo cotado a R$ 5,299.

Trump, em sua rede social Truth Social, mencionou que alcançou um “acordo futuro em relação à Groenlândia e à região do Ártico”. Ele também afirmou que, com base nesse entendimento, as tarifas programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro não serão aplicadas.

Os movimentos de Trump, já conhecidos pelos mercados, têm incentivado a diversificação de investimentos fora dos EUA. Os investidores buscam minimizar a exposição à volatilidade dos mercados norte-americanos, o que tem beneficiado os mercados emergentes.

Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos, destacou que os investidores estão reavaliando riscos e buscando alternativas em mercados onde os preços compensam. “O dinheiro global não sai do sistema, apenas muda de endereço”, afirmou.

Especialistas apontam que o Brasil se destaca devido ao seu elevado diferencial de juros, com a Selic em 15% ao ano desde junho, e a forte exposição do Ibovespa a commodities como petróleo e minério de ferro. Apesar dos recordes recentes, o índice ainda opera com múltiplos abaixo da média histórica.

Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, comentou que a redução das tensões geopolíticas pode atrair investimentos estrangeiros para a Bolsa brasileira. “Já esperávamos esse movimento, já que a capitalização do Ibovespa é pequena. Qualquer novo fluxo de capital tem um impacto significativo”, disse.

A entrada de recursos internacionais também impacta o câmbio, uma vez que os investidores precisam converter dólares em reais para investir no mercado local. O diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, indicou que o dólar deve cair para R$ 5,25, sugerindo que apenas compras de curto prazo são aconselhadas.

A movimentação de Trump em relação à Groenlândia estimula investimentos em ativos mais arriscados, favorecendo a Bolsa brasileira neste cenário. Na Europa, os índices acionários também estão em alta, com o DAX da Alemanha e o CAC 40 da França registrando ganhos superiores a 1%.

Os agentes do mercado ainda analisam os dados do PIB dos EUA no terceiro trimestre, que cresceu a uma taxa anualizada revisada de 4,4%, o mais rápido desde 2023. Os gastos dos consumidores