sábado, 7 de março de 2026
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Dólar inicia a semana estável após EUA reduzirem tarifas sobre produtos agrícolas

Mudança pode trazer benefícios ao mercado brasileiro

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Dólar inicia a semana estável após EUA reduzirem tarifas sobre produtos agrícolas
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar começou a segunda-feira (17) sem grandes mudanças, com os investidores analisando a decisão dos Estados Unidos de diminuir tarifas sobre café, carne bovina, banana e outros produtos, o que pode impactar positivamente o mercado brasileiro.

Às 9h29, a moeda americana estava cotada a R$ 5,2976, mantendo-se estável. Na última sexta-feira (14), o dólar havia encerrado o dia com uma leve queda de 0,01%, a R$ 5,296, enquanto a Bolsa de Valores subiu 0,36%, alcançando 157.738 pontos.

O Banco Central realizará um leilão de venda de dólares, no valor de US$ 1,25 bilhão, às 10h30, com o objetivo de rolar vencimentos que ocorrem em 2 de dezembro.

Os investidores brasileiros também estão atentos aos dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que indicaram uma queda de 0,20% em setembro em comparação a agosto, conforme divulgado nesta segunda-feira.

A sexta-feira foi marcada por cautela nos mercados internacionais, após declarações de membros do Fed (Federal Reserve) gerarem incertezas sobre a continuidade do ciclo de cortes nas taxas de juros nos EUA. Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, afirmou que qualquer decisão futura é 'prematura', destacando a complexidade da situação atual.

Neel Kaskari, presidente do Fed de Minneapolis, também expressou cautela ao classificar as últimas indicações econômicas como 'mistas'. Ele havia anteriormente previsto um terceiro corte na taxa de juros até o final do ano, mas agora ressalta a persistente inflação em torno de 3% e a pressão em certos setores do mercado de trabalho.

Além disso, Susan Collins, presidente do Fed de Boston, sugeriu que a taxa de juros deve permanecer entre 3,75% e 4% por um período considerável, a menos que haja evidências claras de deterioração no mercado de trabalho.

Essas declarações evidenciam a crescente divisão entre os membros do Fed sobre a direção da política monetária. O presidente Jerome Powell já havia mencionado a dificuldade em alcançar um consenso, especialmente diante da falta de dados oficiais devido ao recente shutdown governamental, que foi resolvido na quarta-feira com a aprovação de um projeto de refinanciamento por parte do Congresso.

Embora o fim do shutdown tenha reduzido algumas incertezas econômicas, ainda há dúvidas sobre a publicação de dados oficiais de inflação e mercado de trabalho antes da próxima reunião do Fed, programada para 9 e 10 de dezembro. Atualmente, 53,6% dos operadores apostam em um corte de 0,25 ponto percentual, enquanto 46,4% acreditam que a taxa será mantida.

Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX, afirma que a expectativa de um Fed menos agressivo na redução das taxas pode beneficiar o rendimento dos títulos americanos, atraindo investimentos estrangeiros e valorizando o dólar globalmente.

Os investidores também estão cautelosos em relação a uma possível bolha no setor tecnológico, especialmente entre empresas ligadas à inteligência artificial, que têm apresentado valorizações exageradas. O índice Nasdaq Composite, que é fortemente influenciado pelo setor de tecnologia, viu um aumento de mais de 50% entre abril e outubro, mas tem enfrentado oscilações