Lula afirma que Estado brasileiro superará o crime organizado em evento de posse do novo ministro da Justiça
Durante a cerimônia, presidente destacou a importância da autonomia das instituições para o combate à corrupção.

BRASÍLIA, DF – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou as investigações do caso Master como um marco histórico para o Brasil e reafirmou a determinação do Estado em derrotar o crime organizado. As declarações foram feitas durante a posse do novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.
Em seu discurso, Lula se dirigiu ao delegado da Polícia Federal e ao procurador-geral, afirmando: "Após a situação do Banco Central com o Banco Master, quero dizer que vamos mostrar que o Estado brasileiro vai vencer o crime organizado".
As declarações ocorreram logo após uma reunião entre Lula, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o diretor da Receita, Robinson Barreirinhas, que foi convocada em resposta à abertura de uma investigação sobre possíveis vazamentos de informações fiscais que envolvem a família do ministro.
O presidente também defendeu a independência das instituições durante investigações como a do caso Master, ressaltando que a autonomia é essencial para preservar a integridade das instituições: "Vocês são uma instituição democrática do Estado brasileiro, pertencem ao povo brasileiro".
Após sua posse, o novo ministro da Justiça declarou que sua prioridade será o combate ao crime organizado, buscando fortalecer a tecnologia e promover uma ação coordenada entre os órgãos do Estado. Ele enfatizou a importância de uma abordagem cooperativa com os estados, independentemente de questões partidárias.
O ministro também abordou a necessidade de sinergia entre o Ministério Público, o Judiciário e o Executivo para aumentar a eficácia no enfrentamento da criminalidade, mencionando que temas como o Banco Master e a lavagem de dinheiro foram discutidos como exemplos durante a reunião.
Além do novo ministro, a reunião contou com a presença de outros membros do governo, incluindo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.