sábado, 7 de março de 2026
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Ministro do TCU deve apoiar Banco Central em caso do Banco Master

Inspeção técnica indica parecer favorável sobre a liquidação do banco

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Ministro do TCU deve apoiar Banco Central em caso do Banco Master
Foto: Divulgação

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BRASÍLIA, DF - O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), deve emitir um parecer positivo em relação às ações do Banco Central (BC) no processo que resultou na liquidação do Banco Master. A expectativa é baseada na conclusão da inspeção técnica em andamento no BC, conforme informações de fontes próximas à investigação.

Jhonatan, que é o relator do caso, apresentará o processo ao plenário assim que finalizar a análise dos documentos do Banco Central. No final de dezembro, o BC enviou um relatório sigiloso de 18 páginas à corte, detalhando os procedimentos adotados. A inspeção teve início na semana passada e os auditores estão revisando a documentação mencionada no relatório.

Um dos principais pontos da investigação do TCU é o horário em que ocorreu a liquidação do Banco Master, que pode indicar que a decisão do BC foi tomada antes da divulgação da oferta da Fictor. A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, alega que a ação do BC foi precipitada e que houve uma coordenação com o Ministério Público, ignorando a possibilidade de venda do banco.

Vorcaro foi preso em 17 de novembro ao tentar embarcar para Dubai em um jato particular, mas foi liberado dias depois, alegando que buscava potenciais compradores para o Master. O BC anunciou a liquidação no dia 18, mas o horário da assinatura do ato permanece desconhecido.

Uma análise inicial do TCU revelou que o Banco Central não falhou em seu monitoramento contínuo do Master desde meados de 2024. Jhonatan deve seguir o parecer dos técnicos, desde que os fatos relatados pelo BC sejam confirmados e não surjam novos elementos.

Os técnicos do TCU apontam que o BC realizava um acompanhamento constante do banco desde o primeiro semestre de 2024. Essa avaliação é parte de uma instrução preliminar da unidade responsável pela fiscalização de bancos públicos, a AudBancos, que está sob sigilo.

A expectativa entre os ministros do TCU é que o plenário valide o trabalho do BC, encerrando uma situação que gerou divisões na corte e desgastou a relação com a autoridade monetária.

Após a determinação da inspeção interna, uma rede de apoio ao Banco Central se formou, composta por representantes de importantes associações do setor financeiro do Brasil, mobilizando a opinião pública. Durante esse período, o relator, ex-deputado federal pelo Republicanos, teve mais de 200 mil acessos em suas redes sociais.

O ministro ficou no centro de controvérsias, com suspeitas de que teria sido pressionado por líderes do centrão para reverter a liquidação do Master, o que foi oficialmente negado. Ele também informou a outros membros do TCU que não solicitará a suspensão da liquidação nem a paralisação da venda de ativos do Master por meio de medidas cautelares.

O andamento das investigações e os detalhes da complexa rede financeira criada por Vorcaro enfraqueceram a defesa que pretendia contestar a decisão técnica do BC sobre a liquidação extrajudicial do banco.

Além disso, há expectativas de que outro processo do TCU, sob a responsabilidade do ministro Jorge Oliveira, também seja arquivado. Esse caso envolve um recurso do procurador do Ministério Público junto ao TCU, Julio Marcelo de Oliveira, que pede a investigação da tentativa de compra do Master