sábado, 7 de março de 2026
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Ouro atinge nova alta histórica, próximo de US$ 5 mil; prata supera os US$ 100

Valorização dos metais preciosos é impulsionada por incertezas econômicas e demanda por proteção

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Ouro atinge nova alta histórica, próximo de US$ 5 mil; prata supera os US$ 100
Foto: Divulgação

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O ouro encerrou a sexta-feira, 23, em alta, atingindo um novo recorde histórico próximo à marca de US$ 5.000, impulsionado pela busca crescente por proteção, pela desvalorização do dólar e pela persistência de incertezas econômicas e geopolíticas. Essa valorização segue a tendência de alta do metal precioso, apoiada pela forte demanda por ativos reais, e ocorre em um cenário em que a prata também fechou em nível recorde.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para fevereiro teve uma valorização de 1,35%, finalizando a US$ 4.979,70 por onça-troy. Durante o dia, o metal dourado chegou a ser cotado a US$ 4.989,90.

A prata, por sua vez, apresentou um aumento de 5,15% em março, alcançando US$ 101,33 por onça-troy, com um pico intradiário de US$ 101,68. Ao longo da semana, o ouro e a prata registraram altas de 8,36% e 14,45%, respectivamente.

O ING destacou que o crescimento da prata foi impulsionado pela demanda por proteção e pelo consumo industrial robusto, em um mercado físico apertado e com oferta limitada. Outros metais preciosos também tiveram um desempenho significativo, com a platina subindo 6,38%, cotada a US$ 2.741,30, enquanto o paládio para março registrou uma alta de 5,18%, alcançando US$ 2.027,60.

Analistas da RHB Retail Research apontam que o impulso de alta do ouro permanece forte, com expectativas de que o metal possa alcançar a marca de US$ 5.200 por onça-troy. A Pepperstone observa que o ouro se consolida como uma proteção contra a instabilidade política nos Estados Unidos, e mesmo com a diminuição dos temores sobre tarifas entre EUA e Europa, os ganhos do metal se mantêm, uma vez que bancos centrais, especialmente de economias emergentes, estão constantemente buscando reduzir sua exposição ao dólar e aumentar suas reservas em ouro.

O Saxo Bank também destaca que a recente alta do ouro, além da demanda constante dos bancos centrais, é impulsionada por fatores estruturais favoráveis a ativos reais, como um dólar mais fraco e um elevado endividamento público global. O ING ressalta que o ouro se aproxima da marca de US$ 5.000, sustentado por compras governamentais, tensões geopolíticas e crescentes preocupações sobre a independência do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA.