sábado, 7 de março de 2026
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PF solicita auxílio do governo para questionar decisão de Toffoli sobre peritos do caso Master

AGU rejeita recurso em nome da União e orienta PF a contatar o STF diretamente

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PF solicita auxílio do governo para questionar decisão de Toffoli sobre peritos do caso Master
Foto: Divulgação

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BRASÍLIA, DF - A Polícia Federal (PF) recorreu ao governo federal em busca de suporte para contestar a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a nomeação dos peritos que atuarão nas investigações do caso Master. No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) descartou a possibilidade de apresentar um recurso em nome da União.

Nesta quinta-feira (15), a PF solicitou orientação jurídica à AGU, argumentando que, apesar da qualificação dos peritos escolhidos por Toffoli, a responsabilidade de indicar os nomes é da própria corporação. A AGU, por sua vez, reafirmou que a competência criminal é da PF e que a questão do caso Master não se trata de um assunto governamental. A recomendação foi para que a PF procure o STF diretamente, caso considere necessário contestar a decisão.

Em um desenvolvimento recente das investigações sobre fraudes financeiras relacionadas ao banco Master, Toffoli nomeou quatro peritos da PF que terão acesso a todos os documentos e dados coletados na Operação Compliance Zero. O ministro destacou que esses peritos poderão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.

Inicialmente, Toffoli havia decidido que as provas deveriam ser lacradas e guardadas no STF, mas posteriormente reviu sua posição, permitindo que a PGR ficasse responsável pela custódia e, em uma terceira decisão, autorizou o acesso aos peritos para a análise dos dados.

A PF também foi convocada por Toffoli para sugerir um novo cronograma para a coleta de depoimentos dos investigados, que deveriam ocorrer entre 23 e 28 de janeiro, mas o ministro determinou que fossem realizados em um intervalo de apenas dois dias.

No contexto das investigações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou durante a posse do novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que as apurações do caso Master representam um momento histórico, afirmando que o Estado brasileiro está determinado a combater o crime organizado.