quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
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The Economist critica possível reeleição de Lula por conta da idade

Revista britânica aponta riscos para a estabilidade política e destaca a necessidade de renovação no Brasil.

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The Economist critica possível reeleição de Lula por conta da idade
Foto: Divulgação

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Um editorial da revista britânica The Economist, publicado nesta terça-feira, 30, sugere que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve buscar um novo mandato em 2026, enfatizando a idade como um fator preocupante. A publicação alerta que candidatos acima de 80 anos podem acarretar "riscos elevados" para a estabilidade política e institucional, independentemente de sua popularidade ou experiência.

Lula, que atualmente tem 80 anos, é comparado ao ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que optou por não concorrer à reeleição devido a questões relacionadas à idade. Caso Lula seja reeleito, ele assumiria um quarto mandato aos 85 anos. O editorial observa que "Lula é apenas um ano mais novo do que Biden durante o mesmo ciclo eleitoral de 2024 nos EUA, que terminou de forma desastrosa".

O artigo analisa um ano tumultuado para o presidente brasileiro, marcado por tensões institucionais e disputas internacionais, mas ressalta que sua centralidade limita a renovação política no país. Além das preocupações com a idade e das críticas às políticas econômicas do governo, a revista menciona que uma nova campanha de Lula poderia ser ofuscada por escândalos de corrupção de seus mandatos anteriores, que ainda geram ressentimento em muitos brasileiros.

O editorial também faz referência à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando o apoio contínuo que ele mantém, especialmente entre os evangélicos. A publicação sugere que o Brasil necessita de uma nova geração de líderes, uma vez que Lula havia se comprometido durante a campanha de 2022 a não buscar um quarto mandato, embora até agora não haja sinais claros de um sucessor.

Além disso, o texto menciona potenciais candidatos da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto como uma alternativa mais jovem e ponderada. The Economist conclui que as eleições de 2026 serão cruciais para o futuro político do Brasil, recomendando um candidato de centro-direita que busque um equilíbrio entre a proteção ambiental, o combate ao crime organizado e o respeito às liberdades civis.