sábado, 7 de março de 2026
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Toffoli reafirma permanência na relatoria da investigação do Banco Master

Ministro do STF descarta suspeição e diz que não há motivos para se afastar do caso

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Toffoli reafirma permanência na relatoria da investigação do Banco Master
Foto: Divulgação

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não tem intenções de abandonar a relatoria das investigações sobre as fraudes financeiras do Banco Master, mesmo diante de críticas de colegas e da Polícia Federal.

Em conversas com interlocutores, Toffoli argumentou que não se enquadra nas situações que obrigariam seu afastamento, conforme prevê a legislação. Ele ressaltou que não há razões subjetivas que o levem a se declarar suspeito.

De acordo com o Código de Processo Penal, um juiz deve se afastar de casos em que seus familiares estejam envolvidos ou em que ele tenha atuado anteriormente. A suspeição, por sua vez, refere-se a relações pessoais que possam comprometer a imparcialidade, como amizade íntima ou recebimento de presentes.

Relatos indicam que Toffoli acredita que nem sua viagem em um jato particular com um advogado do caso, nem a ligação familiar com um fundo de investimentos do Banco Master afetariam sua imparcialidade.

O ministro também destacou que, se optasse por se declarar suspeito, todas as decisões tomadas até agora seriam anuladas, o que faria a investigação voltar à estaca zero, invalidando depoimentos e mandados de busca já realizados.

A condução do caso por Toffoli vem sendo criticada internamente no STF e na Polícia Federal, sendo considerada atípica. O presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta dificuldades para lidar com a situação sem provocar divisões entre os ministros.

Além disso, Alexandre de Moraes também tem sido questionado, especialmente após a divulgação de um contrato de R$ 3,6 milhões do escritório de sua esposa com o Banco Master, o que gerou suspeitas sobre sua postura no caso.

Toffoli já enfrenta críticas por ter imposto um regime de sigilo rigoroso sobre a investigação e por decisões que, segundo a PF, teriam comprometido a autonomia do órgão. Recentemente, ele indicou peritos de sua confiança, o que gerou descontentamento na Polícia Federal, que deseja ter a prerrogativa de selecionar os profissionais.

Por fim, enquanto pagamentos do fundo do Banco Master já começaram a ser feitos, investidores com aplicações acima de R$ 250 mil ainda enfrentam incertezas quanto à recuperação total de seus valores, dependendo da liquidação do banco e dos desfechos judiciais.