sábado, 7 de março de 2026
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Vorcaro revela à PF apoio do BC à venda do Banco Master até certo ponto

Controlador do banco afirma que divisões internas no BC influenciaram o desfecho da negociação.

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Vorcaro revela à PF apoio do BC à venda do Banco Master até certo ponto
Foto: Divulgação

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O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, relatou à Polícia Federal (PF) que a diretoria de fiscalização do Banco Central (BC) havia demonstrado apoio a uma solução de mercado "até um determinado momento". Segundo ele, forças internas no BC desejaram excluir a instituição do setor financeiro e acabaram prevalecendo.

"A diretoria de fiscalização tinha interesse em criar uma solução de mercado até um certo ponto e evitar o caos que se instaurava no país", declarou Vorcaro. O diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino, já prestou depoimento sobre a situação do Banco Master.

Conforme informações do Banco Central, a equipe de Aquino foi responsável por identificar inconsistências nas operações do banco e por comunicar possíveis ilícitos ao Ministério Público Federal.

Ao ser procurado, o BC não comentou as afirmações de Vorcaro. O depoimento do controlador foi dado em 30 de dezembro no Supremo Tribunal Federal (STF) e precedeu uma acareação entre ele e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. A investigação está sob a responsabilidade do ministro Dias Toffoli.

Vorcaro expressou surpresa com a ordem de prisão, pois afirmou que o BC acompanhou todas as etapas da venda do Banco Master ao BRB. "Nada ocorria no banco sem que o Banco Central estivesse ciente", ressaltou.

Ele também destacou que o BC estava sempre a par das operações do Master e das carteiras de crédito consignado da empresa Tirreno. "Todas as etapas foram discutidas com o Banco Central", assegurou.

O controlador mencionou uma notificação do BC em março, solicitando respostas sobre a contratação de associações para cobrança da carteira. Após fornecer as explicações, não recebeu mais comunicações que indicassem irregularidades. "Não havia uma determinação clara de que existia um problema real com as carteiras", afirmou.

Ele concluiu sua declaração questionando a falta de comunicação após março, especialmente em relação à sua prisão em 17 de novembro.

A PF ouvirá outros oito investigados na Operação Compliance Zero nos próximos dias. Toffoli destacou a importância dos depoimentos para o avanço das investigações e a proteção do sistema financeiro nacional.