A Importância da Escolha do Touro na Pecuária de Cria
Consultor destaca como a genética pode impactar as futuras matrizes na IATF


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Na pecuária de cria, a seleção do sêmen para a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) deve ser pautada não apenas no ganho de peso, mas também no efeito que o touro terá sobre as futuras matrizes.
De acordo com o zootecnista e consultor Ricardo Abreu, o touro ideal, conhecido como “pai de fêmeas”, deve apresentar um equilíbrio entre fertilidade, habilidade materna e longevidade. Antes de focar nos números, os produtores devem considerar o histórico familiar do touro.
Abreu salienta que a genética relacionada à fertilidade e ao cuidado com a cria é fortemente herdável. Ele recomenda que os produtores analisem o histórico da mãe do touro, observando que uma vaca que desmamou dez ou mais bezerros é um sinal de rusticidade e eficiência reprodutiva desejada nas novilhas.
Além do histórico materno, é essencial avaliar o desempenho dos irmãos do touro em relação à média do grupo em que foram criados. Ao consultar os sumários das centrais em 2026, é importante priorizar as Diferenças Esperadas na Prole (DEPs) que impactam diretamente a produtividade das fêmeas.
A escolha entre um touro jovem ou um já provado deve considerar a acurácia, que reflete a segurança das informações genéticas. Ricardo Abreu enfatiza que, embora a fertilidade seja crucial, outros fatores não devem ser negligenciados. Ele aconselha: “Não escolha o touro apenas pela carcaça”.
Um touro destinado à reposição deve apresentar um “pacote completo”: filhas que emprenham cedo, produzem leite e permanecem no rebanho por longos períodos.