sábado, 7 de março de 2026
Ao vivo
Negócios

Brasil registra 251 casos de ferrugem asiática, com Bahia reportando primeiro foco

Estado da Bahia confirma a presença da doença, que já afeta diversas regiões produtoras

Negócios2 min de leitura

Publicidade

Anuncie aqui

ferrugem-asiática

Foto: Embrapa Soja

A ferrugem asiática da soja já contabiliza 251 casos confirmados no Brasil na safra 2025/26. Os registros estão distribuídos, principalmente, no Paraná, que apresenta 122 focos, seguido por Mato Grosso do Sul com 63, e Rio Grande do Sul com 48. Outros estados como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Rondônia também têm casos reportados. A Bahia, até então sem registros, agora integra a lista com o seu primeiro foco confirmado na localidade de Linha Branca, no município de Correntina.

A confirmação do caso na Bahia foi realizada em 27 de janeiro, após análises em um laboratório da Fundação Bahia. As amostras coletadas pela equipe do Programa Fitossanitário da Aiba não mostravam sintomas visíveis da doença, sendo necessário o uso de técnicas específicas para a detecção do fungo _Phakopsora pachyrhizi_. O monitoramento intensivo na região, apoiado pelo sistema Caça-Esporos, foi crucial para a identificação precoce do foco.

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) emitiu um alerta fitossanitário oficial, conforme a Portaria nº 43/2025, que determina a notificação obrigatória da ferrugem asiática no calendário agrícola 2025/26. A doença é uma das principais ameaças à produtividade da soja, podendo causar perdas significativas se não for manejada corretamente.

A recomendação das autoridades é a implementação rigorosa de um plano fitossanitário, que inclui aplicações adequadas de fungicidas e um monitoramento constante das plantações. Aloísio Júnior, gerente de Agronegócios da Aiba, destacou a importância da prevenção, enfatizando que um monitoramento eficaz possibilita a rápida identificação de focos e a adoção de medidas de controle, minimizando os riscos para outras áreas produtoras.

Além da Aiba e da Adab, a vigilância conta com a colaboração da Abapa e da Fundação Bahia, que instalaram coletores de esporos em pontos estratégicos do Cerrado baiano, facilitando a detecção precoce tanto da ferrugem asiática da soja quanto da ramulária do algodão.