sábado, 7 de março de 2026
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Condições climáticas e colheita influenciam mercado de soja em fevereiro

Avanço na colheita e fatores climáticos impactam cotações no Brasil

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No início de fevereiro, o mercado de soja no Brasil observa com atenção o avanço da colheita e as condições climáticas. A plataforma Grão Direto informa que, no Centro-Oeste, as condições favoráveis têm acelerado o trabalho das máquinas, aumentando a oferta no mercado.

Enquanto isso, o estado do Rio Grande do Sul continua sob vigilância devido aos efeitos do fenômeno La Niña, que tem gerado chuvas irregulares e temperaturas elevadas, prejudicando as lavouras em fase reprodutiva.

Com a colheita avançando rapidamente nos principais estados produtores, o mercado se viu pressionado pela maior oferta. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja chegaram a US$ 10,64 por bushel na entrega de março, refletindo a pressão sazonal típica da nova safra, especialmente em Mato Grosso, que limita as altas no mercado internacional.

Em termos de preços internos, a Grainsights, plataforma de Inteligência de Mercado, registrou uma queda nos preços nos portos ao longo da semana. O dólar encerrou o período cotado a R$ 5,25, após uma volatilidade significativa influenciada por decisões de juros que afetaram as oscilações cambiais.

Essa leve queda em Chicago, combinada com um câmbio mais estável, resultou em comportamentos diferentes nos prêmios portuários. O Índice Soja FOB Santos - Grão Direto terminou a semana em R$ 128,27, enquanto o Índice Soja FOB Rio Grande – Grão Direto fechou a R$ 130,90, ambos apresentando recuos.

Expectativas para fevereiro

Para a primeira semana de fevereiro, a logística e as condições climáticas serão o foco do mercado. As previsões de chuvas acima da média para o Centro-Oeste e Sudeste podem dificultar a colheita em estados como Mato Grosso e o escoamento da produção, o que pode elevar os custos de frete e reforçar os prêmios nos portos.

No cenário macroeconômico, a atenção se volta para os Estados Unidos, onde a divulgação do relatório de emprego poderá impactar o dólar e, consequentemente, as commodities em Chicago. No Brasil, o mercado também aguarda a Ata do Copom, buscando indícios sobre a futura política monetária, além da proximidade do feriado do Ano Novo Lunar na China, que historicamente reduz o ritmo de novos negócios.