sábado, 7 de março de 2026
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Empresários destacam relação com os EUA como prioridade do novo governo brasileiro

Pesquisa da Amcham revela principais expectativas do setor empresarial para a política externa do Brasil

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Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A relação com os Estados Unidos se destaca como a principal prioridade da política externa para o próximo governo brasileiro, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Amcham nesta sexta-feira (30). O levantamento, que avalia a percepção do empresariado sobre as eleições presidenciais de 2026 e suas expectativas para o ambiente de negócios, aponta a política externa, o comércio e os investimentos como eixos centrais a serem considerados.

Entre as prioridades internas, os empresários citam o equilíbrio fiscal (83%), o combate à corrupção (43%), a segurança pública (40%) e a redução das taxas de juros (37%) como essenciais para o próximo presidente da República.

O clima eleitoral é visto com cautela: 39% dos empresários consideram o ambiente neutro, enquanto 31% se mostram pessimistas e 16% otimistas em relação às eleições de 2026. Além disso, 9% estão muito pessimistas, 2% muito otimistas e 3% não souberam avaliar.

Sobre a política externa, a pesquisa revelou que 53% dos empresários acreditam que a relação com os EUA deve ser a prioridade do novo governo, seguida pela atração de investimentos estrangeiros (46%) e novos acordos comerciais (44%). Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, destaca que a ligação com os Estados Unidos é crucial devido à sua posição como a maior economia global e principal fonte de investimentos no Brasil.

No entanto, 44% dos empresários consideram a relação bilateral como desafiadora. As tarifas comerciais são vistas como o maior obstáculo ao comércio entre os dois países, com 70% dos empresários apontando esse fator como limitante. Outros desafios incluem a taxa de câmbio (33%) e barreiras não tarifárias (29%).

A pesquisa também indicou que 84% das empresas esperam um aumento no faturamento em 2026, com 45% prevendo crescimento superior a 11%. O setor privado acredita que o crescimento será impulsionado principalmente por um aumento nas vendas internas (65%) e investimentos em tecnologia (38%).

Para o período de 2027 a 2030, as expectativas são mais equilibradas, com 35% acreditando em uma melhora do ambiente econômico e 25% esperando uma piora. Abrão Neto ressalta que o desempenho econômico dependerá da capacidade de execução das empresas e da previsibilidade econômica.