sábado, 7 de março de 2026
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Fevereiro encerra La Niña e traz chuvas intensas e calor excessivo nas capitais

Fenômeno climático se enfraquece e promete um mês de altas temperaturas e chuvas frequentes em diversas regiões do Brasil.

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O mês de fevereiro é conhecido por ser um dos mais quentes do ano no Brasil, e este ano não será diferente. A combinação de calor acumulado desde a primavera e a presença de frentes frias que não conseguem resfriar o interior do país resulta em temperaturas elevadas e alta umidade.

As condições climáticas favorecem a formação de nuvens carregadas, levando a pancadas de chuva intensas e temporais em grande parte do território nacional. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) poderá atuar fortemente, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, trazendo chuvas volumosas. No Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também se intensifica, contribuindo para a frequência das chuvas no Norte e Nordeste.

Segundo a Climatempo, o fenômeno La Niña, que teve um impacto fraco desde a primavera de 2025, está se enfraquecendo e deve ser encerrado até o final de fevereiro de 2026. Com isso, sua influência sobre o clima brasileiro diminui, mas outros sistemas atmosféricos continuarão a gerar corredores de umidade que podem provocar chuvas significativas.

Além disso, a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial está em fase de neutralidade, mas sinais de aquecimento gradual podem indicar a formação de um novo episódio de El Niño no outono, que poderá ter efeitos no clima futuro.

No Atlântico Sul, as temperaturas elevadas ao longo da costa leste favorecem a intensificação das chuvas no litoral, enquanto no Atlântico Tropical Norte, águas mais quentes podem enfraquecer a ZCIT, resultando em chuvas abaixo da média em algumas áreas do Nordeste.

Para fevereiro, as chuvas devem ser frequentes, mas irregulares. O Centro-Oeste e o Sudeste devem receber mais precipitações na primeira semana, enquanto o Sul terá tempo seco no início, com chuvas aumentando a partir da segunda semana. A previsão aponta volumes de chuva próximos à média histórica, com exceções em áreas específicas que podem receber chuvas acima ou abaixo do normal.

O calor intenso deve predominar em diversas regiões, com capitais como Belo Horizonte, Campo Grande e Brasília registrando temperaturas acima do normal. Já em São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, as temperaturas devem se manter na média. No Norte, o calor será mais intenso apenas no extremo norte do Pará.