sábado, 7 de março de 2026
Ao vivo
Negócios

Identificação de Ferrugem Asiática no Oeste da Bahia Acende Alerta entre Produtores

Primeiro foco da safra 2025/26 foi confirmado na região de Correntina.

Negócios2 min de leitura
Identificação de Ferrugem Asiática no Oeste da Bahia Acende Alerta entre Produtores
Foto: Divulgação

Publicidade

Anuncie aqui

Foco de Ferrugem Asiática no Oeste da Bahia; identificado em laboratório Fundação Bahia

Foto: Divulgação/Aiba

O primeiro foco de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) da safra 2025/26 foi identificado em janeiro no Oeste da Bahia. A ocorrência foi detectada na Linha Branca, próximo a Correntina, pela equipe do Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

A confirmação, que ocorreu na terça-feira (27), foi resultado de análises realizadas no laboratório da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, após coleta de amostras da lavoura.

Embora as amostras não apresentassem sintomas visíveis, foi necessário o uso de “câmara úmida” para a identificação do patógeno. O monitoramento constante, por meio do sistema de caça-esporos, permitiu a detecção precisa do foco na região, que inclui áreas produtivas importantes como o Anel da Soja e a Rodovia da Soja.

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) emitiu um alerta fitossanitário para os sojicultores, conforme a Portaria nº 43, de 29 de maio de 2025, que determina a notificação obrigatória em casos de identificação do fungo.

A Ferrugem Asiática pode causar sérias perdas de produtividade se não for controlada adequadamente. Os produtores são aconselhados a seguir um plano de manejo que inclui a aplicação correta de fungicidas, a fim de minimizar os impactos nas lavouras.

De acordo com Aloísio Júnior, gerente de Agronegócios da Aiba, ações preventivas são cruciais para a sanidade das plantações. O monitoramento contínuo e as estratégias de manejo permitem uma rápida resposta em caso de novos focos.

Além da Aiba e da Adab, a monitoramento das lavouras é apoiado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e pela Fundação Bahia, que utilizam coletores de esporos em pontos estratégicos para a detecção precoce do fungo.