sábado, 7 de março de 2026
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Inflação de 2025 registra alta de 4,26%, conforme IBGE

Índice encerra o ano dentro da meta proposta pelo Conselho Monetário Nacional

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Foto: Governo Federal

A inflação oficial do Brasil apresentou uma nova aceleração em dezembro, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrando um aumento de 0,33%. Esse resultado superou a alta de 0,18% observada em novembro, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE.

Com essa variação, o IPCA fechou o ano de 2025 com um acumulado de 4,26%, abaixo do registrado em 2024, que foi de 4,83%.

Transporte lidera alta no último mês do ano

Entre os setores avaliados, transportes teve o maior impacto sobre o índice de dezembro, com uma alta de 0,74%, contribuindo com 0,15 ponto percentual da inflação mensal. O aumento foi impulsionado principalmente pelo encarecimento das passagens aéreas, que subiram 12,61%, e pelo custo do transporte por aplicativo, que cresceu 13,79%. Os combustíveis também apresentaram alta, com o etanol subindo 2,83%, a gasolina 0,18% e o gás veicular 0,22%. O único recuo foi registrado no óleo diesel, que caiu 0,27%.

Alívio na inflação de habitação

Em contraste, o setor de habitação foi o único a apresentar queda em dezembro, com um recuo de 0,33%. Essa diminuição foi impulsionada pela redução de 2,41% na energia elétrica residencial, resultado de uma mudança na bandeira tarifária, que se tornou menos onerosa.

Apesar dessa queda pontual, o grupo habitação foi o que mais pressionou a inflação durante 2025, acumulando uma alta de 6,79%, responsável por 1,02 ponto percentual do resultado anual.

Alimentação volta a subir após seis meses de queda

O grupo de alimentação e bebidas teve uma alta de 0,27% em dezembro, após uma sequência de seis meses de recuos. Essa alta foi principalmente impulsionada pelo aumento nos preços de itens como cebola, batata, carnes e frutas. Por outro lado, produtos como leite longa vida, arroz e tomate contribuíram para manter a inflação do grupo sob controle, com quedas significativas nos preços.

A alimentação fora do domicílio também apresentou aumento, passando de 0,46% em novembro para 0,60% em dezembro, com destaque para o crescimento no preço dos lanches.

Pressões em saúde e serviços

O grupo de saúde e cuidados pessoais teve um aumento de 0,52%, influenciado pelos preços dos planos de saúde e produtos de higiene pessoal. No setor de artigos de residência, a inflação foi de 0,64%, após uma forte queda no mês anterior, refletindo reajustes em eletroeletrônicos e produtos de informática.