segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
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Iniciativa inova ao utilizar câmeras e inteligência artificial para mapear onças-pintadas no Pantanal

Projeto do Instituto Homem Pantaneiro busca entender a população da espécie e reduzir conflitos com comunidades locais

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onça-pintada, IHP

Foto: Reprodução/IHP

Um novo projeto do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) visa aprofundar o conhecimento sobre a população de onças-pintadas na região da Serra do Amolar, em Corumbá, Mato Grosso do Sul. A iniciativa, que começa em 2026, terá duração de até 12 meses e será dividida em duas etapas, uma focada no uso de câmeras e outra em ações com as comunidades locais.

A pesquisa utilizará 40 armadilhas fotográficas para coletar dados ecológicos, com a expectativa de gerar mais de 120 mil imagens de fauna. Essas imagens serão analisadas por meio de inteligência artificial, permitindo um monitoramento contínuo da maior espécie de felinos da América, além de estimar sua população na área.

A segunda etapa do projeto tem como objetivo entender as percepções das comunidades sobre as onças-pintadas e desenvolver estratégias que minimizem a predação de animais domésticos e os conflitos entre humanos e onças.

O projeto foi aprovado pelo Fundo Luz Alliance, gerido pela BrazilFoundation, e está alinhado com a Década da Restauração dos Ecossistemas da ONU. Segundo Wener Hugo Moreno, coordenador técnico do núcleo de Biodiversidade e Mudanças Climáticas do IHP, a pesquisa trará benefícios tanto para as comunidades quanto para a conservação da espécie.

Além de monitorar a população de onças, o projeto busca fortalecer a coexistência entre a espécie e os habitantes da região, promovendo o bem-estar comunitário e a conservação da biodiversidade.

A equipe envolvida na execução do projeto incluirá biólogos, veterinários, brigadistas ambientais e assistentes sociais, com o objetivo de criar estratégias que beneficiem as comunidades do Alto Pantanal.

Os resultados desta pesquisa poderão também contribuir para uma futura estratégia de pagamento por serviços ambientais, além de apoiar a política pública de conservação da onça-pintada no Brasil.