sábado, 7 de março de 2026
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Rebanho bovino dos EUA atinge menor nível em 75 anos, revela USDA

Brasil deve aumentar as exportações de carne bovina para os Estados Unidos devido à queda no rebanho norte-americano.

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O rebanho bovino dos Estados Unidos, contabilizando 86,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2026, apresentou uma redução de 0,35% em relação ao ano anterior, segundo o relatório anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na última sexta-feira (30). Este é o menor número registrado nos últimos 75 anos, evidenciando a continuidade da diminuição observada nos anos anteriores.

O relatório do USDA trouxe os seguintes dados:

  • Total de bovinos e bezerros: 86,2 milhões de cabeças (queda de 0,35%)
  • Rebanho de vacas de corte: 27,6 milhões de cabeças (queda de 1%)
  • Safra de bezerros em 2025: 32,9 milhões de cabeças
  • Novilhas de reposição para corte: 4,71 milhões de cabeças (alta de 1%)

Safra de bezerros registra menor nível histórico

A previsão para a safra de bezerros em 2025, estimada em 32,9 milhões de cabeças, representa uma diminuição de 2% em relação a 2024, sendo o menor volume desde 1941, quando foram contabilizadas aproximadamente 31,8 milhões de cabeças. Para comparação, em 2014, durante uma significativa liquidação do rebanho, a safra foi de cerca de 33,5 milhões de cabeças.

Retenção e abate de novilhas

O estudo também revelou que o número de novilhas de reposição para corte atingiu 4,71 milhões de cabeças, um crescimento de 1% em relação ao ano passado. Em 2025, o abate de novilhas somou 9,5 milhões de cabeças, 7% inferior ao registrado em 2024, correspondendo a 52% das novilhas com peso acima de 227 quilos em 1º de janeiro de 2025, contra 56% no ano anterior.

Impactos no mercado brasileiro

Diante da diminuição do rebanho nos Estados Unidos, o Brasil se prepara para aumentar suas exportações de carne bovina para o mercado norte-americano. Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as exportações para os EUA podem subir de 270 mil toneladas para cerca de 400 mil toneladas em 2026.

A redução do rebanho norte-americano também permitiu que o Brasil se tornasse o maior produtor mundial de carne bovina, com uma produção de 12,35 milhões de toneladas em 2025, em comparação com 11,81 milhões de toneladas produzidas pelos Estados Unidos. Para 2026, o USDA prevê um equilíbrio entre os dois países, com produção estimada em 11