Riscos Climáticos em 2026 Podem Afetar Agricultura no Brasil, Alerta StoneX
Monitoramento é essencial para mitigar impactos na produção de soja, milho e café.

Divulgação Aprosoja MT
O ano de 2026 inicia com um cenário climático que traz incertezas, especialmente no Hemisfério Sul, conforme aponta a análise da StoneX. O fenômeno de La Niña, que começou em outubro de 2025, deve perder intensidade neste verão, retornando à neutralidade do El Niño–Oscilação Sul (ENSO) até março.
A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Giraldo, destaca que a ausência de um padrão climático dominante torna difícil prever os comportamentos atmosféricos. 'Durante anos de transição do ENSO, a dependência de processos regionais aumenta, tornando as previsões mais complicadas', explica.
No Brasil, a região amazônica experimentou chuvas significativas em novembro, o que ajudou na recuperação hídrica após um déficit severo em 2024. As projeções para o primeiro trimestre de 2026 indicam temperaturas acima da média, o que eleva a demanda hídrica das lavouras, especialmente para culturas como o café, que podem sofrer impactos em sua frutificação.
Além disso, a irregularidade das chuvas na América do Sul, embora não apresente déficits severos, compromete o plantio de soja e milho, aumentando a variabilidade na produtividade. O Centro-Oeste do Brasil é uma área de atenção, com previsão de precipitações abaixo da média em Mato Grosso, Goiás e Matopiba entre janeiro e março.
Fevereiro é um mês crucial, onde déficits hídricos temporários podem prejudicar o desenvolvimento do milho. A analista enfatiza que, apesar de não haver sinais de uma crise de oferta, o início de 2026 trará riscos variados. 'A competitividade no agronegócio dependerá da capacidade de monitorar a distribuição das chuvas e ajustar os manejos conforme necessário', conclui.