quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
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Salário mínimo atinge R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026

Reajuste de 6,79% é resultado de fórmula que considera inflação e crescimento do PIB

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Foto: Artur Luiz

A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo no Brasil passa a ser de R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% em relação ao valor anterior. O aumento foi anunciado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao salário vigente até o final de 2025, que era de R$ 1.518.

Esse novo piso salarial é fundamental, pois serve como referência para salários formais, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, impactando diretamente a renda das famílias e o consumo.

O reajuste do salário mínimo é calculado com base em uma fórmula que leva em conta dois principais fatores. O primeiro é a inflação acumulada nos 12 meses até novembro do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou uma alta de 4,18% no período. O segundo é o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que foi revisado pelo IBGE, confirmando um crescimento de 3,4% em 2024.

Entretanto, mesmo com o crescimento econômico, o ganho real do salário mínimo é limitado por regras fiscais, que estabelecem que o aumento acima da inflação deve ficar restrito a uma faixa entre 0,6% e 2,5%. Com isso, o valor calculado para 2026 foi arredondado para R$ 1.621, resultando no reajuste final de 6,79%.

Estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o novo salário mínimo pode injetar até R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano, gerando impactos diretos sobre a renda, o consumo das famílias e a arrecadação tributária, mesmo diante de um cenário de contenção fiscal.