segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
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Vice-presidente da Venezuela reafirma soberania do país contra EUA

Delcy Rodríguez exige libertação de Nicolás Maduro após ação militar americana

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Imagem gerada por IA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou neste sábado (3) que o país não se tornará uma colônia de qualquer potência imperial. Em um discurso transmitido em cadeia nacional, ela exigiu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, que foi capturado por forças militares dos Estados Unidos após bombardeios em solo venezuelano.

Rodríguez classificou a detenção de Maduro, que ocorreu por volta de 1h58, como um "sequestro" com o intuito de dominar os recursos naturais do país. Ela criticou a ação americana, afirmando que se baseia em "falsos pretextos" e que o povo venezuelano não aceitará a subordinação a interesses externos. "Jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império", enfatizou a vice-presidente.

As declarações de Rodríguez foram feitas logo após uma coletiva de imprensa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que Washington administraria a Venezuela até que uma nova transição política ocorresse e que empresas americanas poderiam explorar o petróleo venezuelano. A vice-presidente reagiu, afirmando que tais declarações revelam os interesses econômicos e geopolíticos que motivam a intervenção militar.

Além disso, Delcy Rodríguez participou de uma reunião do Conselho de Defesa da Nação, ao lado de autoridades como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello. Na ocasião, ela informou que, por meio de um decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado foram mobilizados para garantir a defesa da soberania nacional.

Rodríguez fez um apelo à população e às instituições do país para que mantenham a calma e a unidade diante do que chamou de agressão externa sem precedentes. Ela expressou gratidão pelas manifestações de apoio internacional e alertou que o que ocorreu na Venezuela poderia acontecer em outras nações. "Esse uso brutal da força para quebrar a vontade de um povo pode ser feito com qualquer país", concluiu.