Aliados de Bolsonaro buscam prisão domiciliar com apoio de perícia médica
Conversa entre Michelle e Moraes levanta esperanças para o ex-presidente

Aliados de Jair Bolsonaro intensificam esforços junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, com foco na perícia médica solicitada pelo relator do caso, Alexandre de Moraes.
Na semana passada, Moraes se reuniu com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que expôs a situação de saúde do ex-presidente, mas não recebeu garantias sobre uma decisão favorável. Durante a conversa, ela relatou a queda de Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal e as informações desencontradas que a família recebeu sobre o atendimento médico.
Michelle questionou Moraes sobre a possibilidade de conceder a Bolsonaro o mesmo benefício dado ao ex-presidente Fernando Collor, que foi diagnosticado com Parkinson e obteve a prisão domiciliar em maio do ano passado. O ministro destacou que a situação de Collor era diferente, devido ao diagnóstico de saúde.
A ex-primeira-dama detalhou os medicamentos que Bolsonaro utiliza e os efeitos colaterais associados, incluindo o risco de quedas. Ela também mencionou que o ex-presidente não teria violado sua tornozeleira eletrônica se estivesse presente no momento do incidente.
Fontes próximas a Bolsonaro revelam que há uma mobilização intensa, com aliados conversando com ministros do STF. Entre os citados estão o presidente do STF, Edson Fachin, e outros magistrados como Gilmar Mendes e Luiz Fux.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também confirmou que procurou quatro ministros do STF sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A repercussão na mídia é vista como um fator que pode adiar a decisão de Moraes, que precisa agir com cautela para evitar pressões políticas.
Recentemente, a mudança de Bolsonaro para um batalhão da Polícia Militar renovou as esperanças de que a prisão domiciliar possa ser concedida. Amigos do ex-presidente acreditam que a gravidade de sua condição de saúde pode influenciar a decisão da corte, que teme repercussões negativas com a opinião pública.
Além disso, a ex-primeira-dama deve retomar suas atividades com o PL Mulher no próximo mês, após uma pausa de dois meses, mas adiou um encontro em Tocantins devido à situação que enfrentam.
O cancelamento dessa visita revelou tensões internas e críticas no bolsonarismo, além de desafios para a sucessão presidencial.