Bolsonaro aprova transferência para a Papudinha, afirmam aliados
A decisão do STF é vista como um passo positivo, com foco em possível prisão domiciliar.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu positivamente a decisão de transferi-lo da Superintendência Regional da Polícia Federal para o presídio da Papudinha, em Brasília, considerando a mudança um "bom gesto".
Aliados do ex-presidente, que se reuniram com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após a transferência na noite de quinta-feira, 15, afirmam que a mudança representa um início de ano promissor para a família, com a esperança de que Bolsonaro possa ser enviado para prisão domiciliar em sua residência em um condomínio na capital federal. Eles destacam que as condições na Papudinha oferecem uma melhoria na qualidade de vida em relação à cela anterior.
A expectativa é que uma perícia médica da Polícia Federal avalie a saúde do ex-presidente antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidir sobre um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Essa avaliação pode influenciar adaptações necessárias no local onde Bolsonaro se encontra ou até mesmo uma transferência para um hospital penitenciário.
A defesa de Bolsonaro solicitou a Moraes uma avaliação médica independente, em caráter de urgência, para verificar se seu estado de saúde é compatível com o ambiente prisional.
Embora a transferência tenha sido recebida com alívio por aliados em conversas privadas, publicamente a situação é vista com críticas. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), descreveu a transferência como um "ato de arbítrio judicial", enquanto Carlos Bolsonaro (PL-SC) ressaltou que a mudança para a Papudinha representa um "ambiente prisional severo" e criticou o impacto simbólico que essa decisão pode ter sobre a justiça no Brasil.
Por outro lado, Michelle Bolsonaro expressou gratidão à Polícia Federal pelos cuidados prestados ao marido. Na decisão que autoriza a transferência, Moraes menciona preocupações sobre uma "campanha fraudulenta" contra o Judiciário e reclamações sobre as condições de detenção de Bolsonaro, apesar dos privilégios que ele já desfrutava na antiga cela.