sábado, 7 de março de 2026
Ao vivo
Política

Centrão pressiona liderança de Hugo Motta enquanto ele busca aliança com Lula

Presidente da Câmara tenta fortalecer sua posição em meio a novas alianças políticas

Política2 min de leitura
Centrão pressiona liderança de Hugo Motta enquanto ele busca aliança com Lula
Foto: Divulgação

Publicidade

Anuncie aqui

A crescente influência de uma ala do centrão nas próximas eleições de outubro coloca em risco a continuidade de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados. O deputado, que enfrenta um cenário político desafiador, esteve presente em Brasília nesta terça-feira (13) em um evento governamental onde se discutiu a regulamentação da reforma tributária. A cerimônia contou com a ausência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A possibilidade de reeleição de Motta para o comando da Câmara em 2027 encontra-se incerta, com líderes da Casa expressando preocupações sobre sua fragilidade política. O deputado já passou por um grave episódio de motim que paralisou os trabalhos do plenário por 30 horas no ano anterior, o que gerou desgaste em sua imagem. Integrantes do centrão apontam que Motta contribuiu para a deterioração da relação da Câmara com a opinião pública.

Para reverter essa situação, aliados de Motta mencionam uma aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de 2026, uma medida estratégica para garantir sua permanência no cargo e fortalecer a influência política de sua família na Paraíba. A intenção é contar com o apoio da bancada governista, especialmente considerando que a federação PT-PCdoB-PV planeja eleger cerca de 90 deputados nas próximas eleições.

Este ano, partidos que anteriormente se opuseram a Motta, como PSD e União Brasil, estão elaborando estratégias para aumentar suas bancadas na Câmara. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, tem como meta alcançar 100 cadeiras, enquanto a federação entre União Brasil e PP visa expandir significativamente sua representatividade.

Com a possibilidade de um desequilíbrio nas forças do centrão, a reeleição de Motta torna-se um desafio, exigindo negociações com partidos mais robustos. Além de seu próprio mandato, Motta também busca viabilizar a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado, em um estado que historicamente tem uma forte base de apoio a Lula.

O governo, por sua vez, está interessado em consolidar alianças e evitar surpresas no ano eleitoral, tendo em vista que Motta já impôs derrotas ao Planalto em ocasiões anteriores. Recentemente, ele se afastou da condução de temas polêmicos e tomou decisões que podem influenciar sua relação com o governo.

A aproximação entre Motta e Lula é vista como uma estratégia mútua, com o Planalto desejando a rápida aprovação de propostas importantes. Assim, os próximos movimentos de Motta poderão definir seu futuro político e sua capacidade de articular alianças no cenário atual.