quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
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Davi Alcolumbre: Alternância entre Conflitos e Alianças com Lula após Retorno ao Senado

Senador busca reaproximação com governo, mas tensões ainda persistem em negociações internas.

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Davi Alcolumbre: Alternância entre Conflitos e Alianças com Lula após Retorno ao Senado
Foto: Divulgação

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Brasília, DF - O senador Davi Alcolumbre (União-AP) reassumiu a presidência do Senado em 2025 e, desde então, tem navegado entre ser um forte apoiador do governo Lula (PT) e enfrentar conflitos, especialmente em relação às nomeações para o Supremo Tribunal Federal (STF) e as agências reguladoras.

Embora haja uma expectativa de reconciliação nos próximos dias, fontes próximas afirmam que a relação entre Alcolumbre e o governo ainda não se iguala ao início de sua gestão. Após ter sido presidente do Senado e do Congresso entre 2019 e 2021, Alcolumbre voltou a liderar a Casa neste ano com um amplo apoio que incluía tanto o governo quanto a maioria da oposição.

Senadores da base governista reconhecem que Alcolumbre desempenhou um papel crucial na aprovação de projetos de interesse do Executivo, superando até mesmo os líderes tradicionais do governo. O Senado, que se tornou a principal fonte de apoio para Lula, viu o presidente enfrentar dificuldades na Câmara dos Deputados.

Entretanto, parlamentares do PT têm expressado descontentamento com a falta de mobilização de seus aliados para defender os projetos governamentais, especialmente em um ano que se aproxima de eleições.

A relação entre Alcolumbre e Lula sofreu um abalo após a aposentadoria do ex-ministro do STF, Luís Roberto Barroso, em outubro, que gerou tensões em torno da escolha de um novo indicado para a corte. Alcolumbre e outros senadores desejavam que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fosse o escolhido, mas Lula optou por Jorge Messias, o que intensificou o distanciamento entre eles.

Desde o anúncio da indicação de Messias, que ainda precisa ser aprovada pelo Senado, Alcolumbre apresentou um projeto de aposentadoria especial para agentes de saúde, que foi interpretado como uma retaliação às decisões do governo, levando a um clima de tensão.

Recentemente, no entanto, as tensões começaram a diminuir. Lula se reuniu com senadores próximos a Alcolumbre e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também atuou para reestabelecer a comunicação entre os dois presidentes de Poder.

Após a última sessão do Congresso em 2025, Alcolumbre foi questionado sobre um possível encontro com Lula e respondeu que iria se o convite fosse feito. Na sequência, os dois conversaram por telefone e se encontraram pessoalmente, onde Lula expressou gratidão pelos projetos aprovados que beneficiam o governo e discutiram sobre a indicação de Messias.

Embora a relação entre Alcolumbre e Lula ainda esteja em processo de recuperação, aliados do senador acreditam que há uma tendência de melhora. No entanto, é importante notar que o governo e o Senado já enfrentaram outras tensões, incluindo impasses em nomeações para agências reguladoras, resultando em várias posições ainda desocupadas, como a presidência da CVM e diretorias do Banco Central.

Além disso, Alcolumbre tem trabalhado nos bastidores para destituir o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que, apesar das tentativas de afastamento, continua no cargo, evidenciando as complexidades das relações entre o legislativo e o executivo.