sábado, 7 de março de 2026
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Esquerda brasileira critica ataques dos EUA à Venezuela

Políticos se manifestam contra a ofensiva militar e expressam solidariedade ao povo venezuelano.

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Esquerda brasileira critica ataques dos EUA à Venezuela
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Neste sábado (3), diversos políticos da esquerda brasileira se pronunciaram contra os ataques militares realizados pelos Estados Unidos na Venezuela.

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados do território venezuelano, mas até o momento não há confirmação oficial do paradeiro do líder venezuelano.

Por meio de suas redes sociais, parlamentares expressaram que a ação militar ofende os direitos internacionais e demonstraram solidariedade à população da Venezuela.

O Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu uma nota condenando o que caracterizou como agressão militar dos EUA e o sequestro de Maduro, afirmando que "o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século 21".

A nota ressalta que os princípios de soberania dos povos e a solução pacífica dos conflitos são fundamentais para a política externa do PT, essenciais para a manutenção da paz e estabilidade na América Latina.

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados também repudiou os ataques, afirmando que "o respeito à independência e autodeterminação dos povos são preceitos básicos de soberania".

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) destacou que "o imperialismo exporta guerra e destruição, e esse ataque merece uma rápida condenação. É uma violação de todas as normas do direito internacional".

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) enfatizou que a escalada militar do governo Trump busca o controle político e dos recursos petrolíferos da Venezuela, que detém cerca de 17% das reservas mundiais de petróleo. Ela apelou à unidade da América do Sul pela justiça e paz.

Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, classificou a ofensiva como "inaceitável", afirmando que o objetivo de Trump é a exploração das reservas de petróleo, não a promoção da democracia ou combate ao narcotráfico.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) exigiu uma posição do presidente Lula, considerando a situação um "terrorismo de Estado" visando o controle dos recursos petrolíferos e pedindo uma condenação internacional.

Orlando Silva (PC do B) chamou os ataques de "absurdos e ilegais", criticando Trump por desrespeitar o direito internacional em busca de petróleo e imposição de regimes na América Latina.

O PSB também repudiou a ação, afirmando que ela desrespeita o direito internacional, mas reafirmou suas críticas ao regime de Maduro, destacando que erros internos não justificam agressões externas.

A Venezuela, por sua vez, declarou ter sofrido uma "agressão militar" após explosões em Caracas e outras regiões, e anunciou estado de emergência.

De acordo com o governo venezuelano, os ataques também afetaram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, resultando em mobilização das forças de defesa.