sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Ao vivo
Política

Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após negativa de prisão domiciliar

Flávio e Carlos afirmam que a decisão do ministro é uma forma de tortura

Política2 min de leitura
Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após negativa de prisão domiciliar
Foto: Divulgação

Publicidade

Anuncie aqui

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os filhos de Jair Bolsonaro, Flávio e Carlos Bolsonaro, usaram as redes sociais para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a negativa de prisão domiciliar ao ex-presidente, ocorrida nesta quinta-feira (1º). Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descreveu a decisão como uma forma de tortura.

“Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, questionou Flávio em sua conta no X. O ex-presidente, que passou por uma cirurgia de hérnia no hospital DF Star em Brasília, apresentou complicações de saúde, como picos de hipertensão e crises de soluço, resultando em três procedimentos cirúrgicos nos últimos dias.

Após receber alta na quinta-feira, Moraes decidiu que Bolsonaro deveria retornar à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. O ex-presidente cumpre pena por sua participação em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Flávio Bolsonaro argumentou que a decisão de Moraes é repleta de ironia ao afirmar que a saúde do pai melhorou, o que, segundo ele, não condiz com os laudos médicos. “O laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão, existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde”, disse, dirigindo ofensas ao magistrado ao afirmar: “Leia o laudo, ser abjeto!”.

Carlos Bolsonaro (PL) também se manifestou, sugerindo que a decisão de Moraes faz parte de uma conspiração contra seu pai. “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez”, escreveu Carlos. Ele compartilhou um post do senador Magno Malta (PL-ES) que negou a existência de descumprimento de cautelares e risco de fuga, chamando a negativa da prisão domiciliar de “punição, exposição e crueldade” imposta por Moraes.

Carlos ainda afirmou que as decisões do ministro violam garantias constitucionais e expõem Jair Bolsonaro a riscos físicos e humanos. “Interromper imediatamente essa perseguição política não é favor, não é concessão e não é ideologia - é dever institucional”, concluiu.

Vale destacar que Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro após tentar romper sua tornozeleira eletrônica. A decisão de Moraes foi ratificada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em dezembro revelou que 54% da população acredita que Bolsonaro tinha intenção de fugir.