sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
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Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após suspensão de sindicância do CFM

Família do ex-presidente questiona a decisão do ministro do STF e pede transferência para prisão domiciliar.

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Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após suspensão de sindicância do CFM
Foto: Divulgação

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Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram descontentamento nesta quarta-feira, 7, em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o atendimento médico prestado ao pai, atualmente detido em Brasília.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência, chamou Moraes de "negacionista", termo que ganhou notoriedade durante a pandemia de covid-19, quando o ex-presidente desconsiderou várias recomendações de saúde pública. Em suas redes sociais, Flávio afirmou que a defesa de Jair está tomando providências para que ele seja transferido para prisão domiciliar humanitária e solicitou uma posição do presidente do STF, Edson Fachin, sobre o que chamou de "total descontrole" de Moraes.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado e atualmente nos Estados Unidos, também se manifestou. Ele compartilhou uma postagem ironizando a decisão de Moraes, com a frase "É democracia demais!".

Carlos Bolsonaro (PL-SC), que é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, criticou a rapidez da decisão que anulou a sindicância. Ele comparou o tempo que Moraes levou para autorizar uma transferência hospitalar de Jair com a agilidade para anular a sindicância do CFM, afirmando que isso demonstrava uma tentativa de constranger a entidade.

O CFM havia solicitado na mesma data a instauração de uma sindicância para investigar as condições do atendimento médico a Bolsonaro, após receber denúncias de que o ex-presidente não estava recebendo assistência adequada. Em nota, o CFM destacou que a saúde de Bolsonaro requer monitoramento contínuo e acompanhamento médico especializado.

Entretanto, horas depois, Moraes declarou a nulidade da determinação do CFM, afirmando que a entidade não possui competência para fiscalizar a Polícia Federal e que a abertura da sindicância configuraria uma ilegalidade.

Na madrugada de terça-feira, 6, Bolsonaro sofreu uma queda e, segundo o médico Brasil Caiado, teve um traumatismo craniano leve. Moraes autorizou a realização de exames no Hospital DF Star em Brasília, mas a demora na liberação gerou críticas da família. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, declarou que, caso algo acontecesse com o ex-presidente, haveria "sangue nas mãos" de Moraes.

Bolsonaro havia sido internado recentemente, passando por sua oitava cirurgia desde 2018, e se recuperava de um procedimento para tratar uma hérnia inguinal.