sábado, 7 de março de 2026
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Lula busca alternativas para o Governo de Minas enquanto insiste em Rodrigo Pacheco

Presidente do PT tenta convencer ex-presidente do Senado a ser candidato, mas já considera outras opções.

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Lula busca alternativas para o Governo de Minas enquanto insiste em Rodrigo Pacheco
Foto: Divulgação

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BRASÍLIA, DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou a seus assessores a intenção de conversar novamente com o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na tentativa de persuadi-lo a se candidatar ao Governo de Minas Gerais. Esta estratégia visa fortalecer a base do petista no segundo maior colégio eleitoral do país.

No entanto, diante das recentes negativas de Pacheco, a equipe de Lula começou a explorar um plano B em Minas, considerando nomes como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares. Além disso, as prefeitas Marília Campos, de Contagem, e Margarida Salomão, de Juiz de Fora, também são mencionadas, embora Marília seja mais cotada para uma das vagas ao Senado.

Até o momento, a movimentação em torno desses nomes não conta com o apoio direto de Lula, que acredita que Pacheco é a melhor opção para a disputa. O presidente também busca apoio do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para facilitar a conversa com Pacheco, a quem tem elogiado em conversas internas.

A base do PT em Minas Gerais resiste a uma aliança com Cleitinho, visto como um político que dá sinais ambíguos e é considerado próximo ao bolsonarismo, especialmente após seu recente apoio a uma manifestação em favor de Jair Bolsonaro.

Embora o presidente do PT, Edinho Silva, tenha sido orientado a adiar as conversas com Tadeuzinho, indicações de que as negociações com Pacheco estão progredindo se tornaram visíveis. Tadeuzinho, por sua vez, declarou que atualmente se considera pré-candidato a deputado estadual e que discussões sobre outros cargos ocorrerão apenas em conjunto com seu grupo político.

Minas Gerais, com o segundo maior eleitorado do Brasil, é um estado crucial para as eleições presidenciais. Lula e seus aliados reconhecem que a disputa de 2026 será acirrada e que é vital ter candidatos fortes ao governo que possam garantir apoio ao petista.

Além disso, Lula está convencido de que Pacheco poderia formar uma chapa competitiva, com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e Marília Campos como candidatos ao Senado, e até mesmo o ex-prefeito Márcio Lacerda como possível vice. Contudo, Pacheco tem reiterado que planeja encerrar sua carreira política ao fim de seu mandato como senador e não se manifestou sobre a possibilidade de uma candidatura.

Se decidir concorrer, Pacheco poderá precisar trocar de partido, já que o PSD está alinhado com o atual vice-governador Mateus Simões, que também é pré-candidato ao governo. Lula indicou que o MDB poderia ser uma opção para Pacheco, com a possibilidade de uma negociação mediada por senadores do partido.

Com o cenário em aberto, petistas de Minas discutem a possibilidade de lançar a reitora da UFMG, Sandra Goulart, como candidata ao governo. No entanto, é improvável que a escolha de um candidato majoritário em Minas seja deixada apenas à seção local do PT.

Por fim, a possibilidade de Cleitinho não se candidatar e indicar seu