sábado, 7 de março de 2026
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Lula condena ataques dos EUA à Venezuela como inaceitáveis

Presidente brasileiro destaca a violação do direito internacional e a necessidade de diálogo

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Lula condena ataques dos EUA à Venezuela como inaceitáveis
Foto: Divulgação

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BRASÍLIA, DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou seu repúdio aos recentes bombardeios realizados pelos Estados Unidos na Venezuela, considerando que tais ações ultrapassam uma linha "inaceitável". Em uma declaração divulgada em sua conta no X (antigo Twitter), Lula enfatizou que atacar países, violando flagrantemente o direito internacional, é o primeiro passo rumo a um cenário de violência e instabilidade global.

Segundo o presidente, "a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões". Ele também alertou que esses ataques evocam os piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco a integridade da região como uma zona de paz.

Além disso, Lula pediu uma resposta enérgica da comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), e reiterou que o Brasil está disponível para promover o diálogo e a cooperação.

Antes de Lula se pronunciar, a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, convocou uma reunião de emergência com ministros para discutir a situação. A diplomacia brasileira está coletando informações sobre os ataques desde a madrugada e a reunião contará com a presença de representantes das Forças Armadas e do Ministério da Justiça.

Atualmente, Lula se encontra em Marambaia (RJ), onde passou o Réveillon. O Palácio do Planalto ainda avalia a possibilidade de um retorno antecipado do presidente a Brasília, além de uma possível declaração à imprensa.

No início do mês, Lula teve uma conversa por telefone com Nicolás Maduro, abordando a escalada militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, sendo essa a primeira interação entre os dois após as eleições venezuelanas do ano passado, que resultaram na reeleição de Maduro, apesar das denúncias de fraude feitas pela oposição.