sábado, 7 de março de 2026
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Lula defende punições a 'magnatas do crime' durante abertura do Judiciário

Presidente fala sobre escândalo do Banco Master em discurso no STF

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Lula defende punições a 'magnatas do crime' durante abertura do Judiciário
Foto: Divulgação

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BRASÍLIA, DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou, nesta segunda-feira (2), as operações que visam desmantelar o crime organizado, destacando a necessidade de responsabilizar os financiadores desse tipo de atividade. A declaração foi feita na abertura dos trabalhos do Judiciário de 2026, em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma crise de imagem relacionada ao caso do Banco Master.

Durante seu discurso, Lula falou sobre a operação Carbono Oculto, que investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e a gestoras do mercado financeiro, como aquelas situadas na Faria Lima, além do setor de combustíveis. "Magnatas do crime, que vivem no andar de cima, que não estão nas comunidades, e sim em alguns dos endereços mais nobres no Brasil e no exterior", ressaltou.

A cerimônia marcou a retomada dos julgamentos no STF após o recesso de final de ano. A escolha do presidente para discursar nesta ocasião ocorre em meio a tensões internas no tribunal, especialmente com a polêmica envolvendo o relator do caso do Banco Master, o ministro Dias Toffoli. Investigações revelaram laços entre Toffoli e um dos advogados do banco, levantando dúvidas sobre sua imparcialidade.

O presidente já expressou críticas às fraudes do banco e recentemente se reuniu com autoridades envolvidas na investigação, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Após esse encontro, Lula enfatizou a importância do caso Master como um marco para o país e reafirmou o compromisso do Estado em combater o crime organizado.

Além disso, Lula abordou a questão do feminicídio, mencionando o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que será firmado entre os três Poderes. O presidente enfatizou que "assassinos e agressores devem ser punidos com rigor, mas também é essencial educar os jovens e conscientizar os homens sobre a violência contra mulheres".

Por fim, Lula reiterou a defesa da democracia, fazendo referências aos ataques de 8 de janeiro de 2023. "Democracia se constrói com eleições livres e se preserva com instituições fortes", afirmou, destacando a importância da responsabilização de qualquer tentativa de ruptura democrática.