quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Ao vivo
Política

Lula sanciona Orçamento de 2026 com veto ao aumento do Fundo Partidário

Presidente impõe 26 vetos em projeto aprovado pelo Congresso Nacional, destacando restrições orçamentárias.

Política2 min de leitura
Lula sanciona Orçamento de 2026 com veto ao aumento do Fundo Partidário
Foto: Divulgação

Publicidade

Anuncie aqui

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Orçamento de 2026 com 26 vetos, conforme aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro. A publicação oficial da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi feita em edição extra do Diário Oficial da União na última quarta-feira (31).

O Orçamento total da União para o ano que vem é estimado em R$ 6,5 trilhões. Deste montante, 28% será destinado ao pagamento de juros da dívida pública, representando aproximadamente R$ 1,82 trilhão.

O limite global de despesas para os Três Poderes foi fixado em cerca de R$ 2,4 trilhões, e o Orçamento prevê um superávit primário de R$ 34,26 bilhões, que pode chegar a R$ 68,52 bilhões. A legislação fiscal garante que a meta poderá ser atingida mesmo com resultado zero.

A meta fiscal para 2026, conforme estipulado na LDO, permite um déficit primário de até R$ 6,75 bilhões. Despesas de investimento do Programa de Aceleração do Crescimento - Novo PAC, limitadas a R$ 5 bilhões, não são contabilizadas nessa meta.

O texto também assegura que a revisão anual do salário mínimo, que será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro, deve estar alinhada com a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC).

Em relação às emendas parlamentares, o Orçamento destina cerca de R$ 61 bilhões para que deputados e senadores possam alocar recursos em projetos em seus estados e municípios, sendo R$ 37,8 bilhões obrigatoriamente impositivos.

Entre os vetos, o presidente Lula impôs restrições ao aumento do Fundo Partidário, justificando que a medida reduziria os recursos disponíveis para a Justiça Eleitoral e superaria os limites legais. Outros vetos incluem a restrição ao pagamento de emendas para projetos sem licença ambiental e a proibição de ressuscitar emendas não pagas entre 2019 e 2023.

Na mensagem presidencial, Lula defende que algumas despesas não podem ser contingenciadas para manter a flexibilidade na gestão orçamentária das agências reguladoras e em programas sociais.

Essa notícia foi escrita com informações da Agência Brasil.