sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
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Rio de Janeiro realiza ato em defesa da democracia em memória aos eventos de 8 de janeiro

Centrais sindicais e movimentos sociais se mobilizam contra anistia a golpistas

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Rio de Janeiro realiza ato em defesa da democracia em memória aos eventos de 8 de janeiro
Foto: Divulgação

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Centrais sindicais e movimentos sociais promoveram, nesta quinta-feira (8), um ato em defesa da democracia na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. A manifestação relembra os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023, um momento crítico da tentativa de golpe de Estado que foi analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquela data, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF, em Brasília.

De acordo com Sandro César, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (CUT-RJ), a data é um lembrete da importância da vigilância constante em defesa da democracia. "Esse ato marca mais um ano do inominável movimento que foi feito pelos golpistas do Brasil no sentido de aviltar a democracia brasileira, de derrubar o Estado Democrático de Direito", afirmou ele.

O dirigente sindical também ressaltou a importância das condenações como um exemplo a ser seguido. "Ex-presidente preso, generais golpistas presos e envolvidos no golpe presos. Isso é o que deve acontecer quando se viola a Constituição da República", completou.

José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro (Seeb/Rio), criticou qualquer proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas. "Não podemos aceitar anistia para os golpistas, nem essa estratégia que eles fingem dizer que não é anistia. O Lula vetou o projeto, mas ele pode voltar ao Congresso, e precisamos estar nas ruas para pressionar o parlamento", declarou.

João Pedro, militante do movimento de juventude Juntos e membro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RJ), destacou a necessidade de mobilização contínua. "Precisamos ficar atentos sobre os constantes ataques da extrema direita. É fundamental começar o ano com mobilização e apresentar alternativas para a crise", disse.

Há três anos, milhares de manifestantes marcharam pela Esplanada dos Ministérios, rompendo bloqueios policiais e atacando as sedes dos Três Poderes, exigindo a queda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia tomado posse uma semana antes. Desde então, o STF condenou 1.399 pessoas envolvidas nos atos golpistas, com 179 ainda presas.

Essa notícia foi escrita com informações da Agência Brasil.