Visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papuda é autorizada por Moraes
Governador de SP se reunirá com ex-presidente na quinta-feira; visitas de familiares também estão permitidas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu sinal verde para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido na Papuda. A visita está marcada para quinta-feira, dia 22, e ocorrerá na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.
Além de Tarcísio, Moraes também autorizou visitas de familiares de Bolsonaro. O irmão de Michelle Bolsonaro, Diego Torres Dourado, poderá vê-lo no dia 28 de janeiro, e Bruno Scheid, do PL, no dia 29. O pedido para essas visitas foi feito pela defesa de Bolsonaro na última segunda-feira, 19, logo após a transferência do ex-presidente da Polícia Federal para a Papuda.
Interlocutores de Bolsonaro afirmam que Tarcísio teve um papel importante na mudança, ao conversar com um ministro do STF para tentar conseguir a prisão domiciliar. Embora isso não tenha sido concedido, a transferência para a Papuda é vista como uma melhoria nas condições de detenção.
Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado, havia sido levado à Superintendência da Polícia Federal em novembro, após descumprir as regras do regime domiciliar. Na ocasião, o ex-presidente alegou que sua ação foi motivada por curiosidade.
Profissionais de saúde indicaram que o episódio pode estar relacionado ao uso de medicamentos, que, embora seguros, podem ocasionalmente causar delírios. Desde que foi transferido para a prisão, a defesa de Bolsonaro tem feito vários pedidos a Moraes, que variam desde a instalação de uma smart TV até a solicitação de redução do ruído do ar-condicionado.
Familiares têm expressado preocupações sobre a saúde do ex-presidente fora de casa, um argumento que ganhou destaque após Bolsonaro sofrer uma queda que resultou em um traumatismo craniano leve.
Recentemente, Flávio Bolsonaro mencionou que sua decisão de apoio ao ex-presidente “não tem volta” e pediu uma união entre os aliados, citando, entre outros, a ex-primeira-dama Michelle e Tarcísio de Freitas.